• Jorge Balsa

Felicidade e Bem-Estar


O que quer o Um assim, também, o Todo quer… e o que quereremos ou desejaremos mais que tudo, que não o nosso bem-estar e felicidade?

Se percorrermos o trabalho de Maslow facilmente identificaremos que bem-estar e felicidade são dependentes dos níveis conscienciais a que acedemos gradativamente. De acordo com as necessidades que são satisfeitas, assim o Ser consegue alcançar novos patamares com vista à sua evolução.

A primeira necessidade a ser atendida concerne à parte fisiológica, sendo esta a base de todas as subsequentes. Um Ser que tenha assegurada uma boa respiração, alimentação e homeostase do seu organismo está a um passo de subir um degrau para começar a empenhar-se na sua segurança.

No âmbito da segurança o Ser busca a sua estabilidade. Saúde em geral, emprego, recursos e direito de propriedade serão o garante de uma tranquilidade que o impulsiona a almejar novos patamares de contentamento e futuras experiências no caminho da sua auto-realização.

O amor a nível conjugal, familiar e a harmonia nos relacionamentos surge então como uma nova etapa na sua experiência, proporcionando um avanço na jornada do bem-estar. Com esta condição atingida surge assim a valorização da estima.

A auto-estima, confiança, sentimento de conquista, admiração ganha pela sua conduta e respeito aos outros personificam um novo degrau, como que uma conquista de prestígio, que impulsiona o Ser ao nível mais elevado que pode encontrar: a satisfação da realização pessoal.

O sentido de auto-realização é alcançado pela existência de uma sólida plataforma de moralidade, criatividade e espontaneidade que permite a simplicidade na resolução de quaisquer problemas. É a partir deste ponto que existe uma ausência de preconceito e a aceitação dos factos se torna uma verdade absoluta, não promovendo conflitos internos. Aqui está presente a verdadeira sabedoria e a honesta busca pelo crescimento interno.

Desta forma é explicado com simplicidade que, através do preenchimento de necessidades, o Ser pode alcançar um estado de presença harmónico na persecução dos seus ideais mais elevados.

Permanece, então, a questão fundamental sobre o ideal: “Que é bem-estar e felicidade?”. Será que só através da supressão de carências o Ser se consegue determinar feliz e com bem-estar?

Alfred Adler referia: “Os significados não são determinados pelas situações, mas nós determinamo-nos pelo significado que atribuímos às situações.”

Jung mencionou: “Quem olha para fora sonha, quem olha para dentro desperta.”

Em substituição de qualquer chavão que induzisse a uma resposta condicionada, decerto que a reflexão nas máximas anteriores se apresentará como farol em dia de temporal!

Será que todo e qualquer conceito que

temos sobre algo não é meramente uma resposta dada pelos condicionalismos e doutrinas, crenças e convicções pelos quais se pauta a nossa individualidade? O Ser terá sempre uma resposta singular sobre o conceito de bem-estar e felicidade, mediante seus padrões e estágio consciencial.

Talvez ao elevar-se acima do véu das suas percepções o Ser atinja um estado de maior comunhão interna e, olhando para dentro, desperte para um significado mais profundo, amplo e universal de bem-estar e felicidade.

Isso… será talvez, o que intimamente o Um pretende para Si e o Todo pretende para o Um.

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